domingo, 31 de agosto de 2008

POLÍTICA

Xô satanás

Marcelo Crivella é realmente um cara-de-pau. Não bastasse ele plagiar o jingle Lula lá, 19 anos depois da primeira candidatura do petista à Presidência da República, o 'Crivella lá' agora tenta vicular sua candidatura ao nome do Presidente.

Nas inserções de tevê no horário eleitoral gratuito do candidato do PRB, seu aliado e Vice-Presidente da Repúlica José Alencar afirma que Crivella é o candidato do coração de Lula no Rio de Janeiro.

O candidato do PT à Prefeitura do Rio, Alessandro Molon, ironizou:

'Quem conhece bem o coração do Lula é a dona Marisa e não José Alencar'

Molon também anunciou que o PT entrou com representação na Justiça Eleitoral contra Crivella para que ele não volte a utilizar imagens de Lula na tevê.

Será que depois desse chega pra lá o senador evangélico insistirá em usar o nome do comunista e ateu Lula em sua campanha?

Para quem nunca viu, vale a pena conferir o vídeo da música original das campanhas presidenciais de Lula. Para quem já conhece, vale pela nostalgia.


video

ESPORTE

Dinheiro sujo se lava...

No Flamengo


Em julho o Flamengo perdeu três jogadores importantes de seu elenco – Renato Augusto, Marcinho e Souza – para em agosto contratar nada menos do que nove reforços.

É, no mínimo, estranho. E também difícil entender como o clube solucionará seus problemas financeiros se não aplicar a mais elementar matemática administrativa inventada: gerar receita maior que despesa.

Segundo os dirigentes flamenguistas (?), a venda do trio fora necessária para equilibrar a folha salarial do departamento de futebol.

Porém, a contratação de quase um time inteiro – Vandinho, Eltinho, Marcelinho Paraíba, Sambueza, Fernando, Fernandão, Everton, Josiel e Fierro – denota exatamente o contrário.

O que explica tal atitude?

Sabe-se que a empresa de marketing esportivo Traffic ofereceu o aporte financeiro necessário para algumas destas contratações, em troca de divulgar os produtos dela no maior supermercado do futebol brasileiro. Até aí nada de ilegal – apenas imoral.

O elo perdido fica por conta da troca de três pássaros que estavam na mão por nove voadores.

Não quero entrar no mérito das qualidades técnicas dos ‘substitutos à altura’. A questão precípua é o porquê dessas negociações.

Por que mexer tanto e tão desnecessariamente num time acertado que até antão liderava o Campeonato Brasileiro e agora ocupa apenas a sétima colocação na tabela?

Seria a velha fórmula de trocar dinheiro bom por dinheiro ruim.

Para quem não sabe o que é isto; a manobra é simples:

Você vende um produto valioso (oficialmente abaixo do preço de mercado) e fraciona o dinheiro em diversas compras ruins e depois alega prejuízo.

Como a compra no atacado é mais difícil de ser rastreada do que uma única negociação...

Agora vocês entenderam, não é?

sexta-feira, 29 de agosto de 2008


CULTURA

Martinho sem Vila

Ontem a escola de samba Vila Isabel reinaugurou a sua quadra – no mesmo endereço no famoso Boulevard 28 de setembro.

Diferente da ‘Kizomba’ das ruas do bairro, onde a escola ensaiava quando ganhou o seu primeiro título, em 1988, a nova quadra tem tratamento acústico semelhante ao das modernas casas de espetáculo.

Para o show de inauguração do novo espaço e início dos ensaios para o carnaval 2009 nada mais natural do que a diretoria convidar... Zeca Pagodinho.

Isso mesmo: Martinho da Vila, símbolo maior da agremiação e responsável pela aquisição do terreno da quadra, não foi chamado para cantar no novíssimo palco. Dançou!

ESPORTE

Rumo à ‘modernidade’ II - Nessa eu não Caio

Caio Júnior é realmente um técnico de futebol diferenciado. Não importam os (maus) resultados em campo, o comportamento duvidoso de seus comandados fora das quatro linhas, segue ele firme sem um arranhão à imagem.

A mídia (da qual estou foracluído) rende homenagens ao seu comportamento polido.

Ora Bolas, não fazer grosserias aos repórteres, não agredir torcedores, prostitutas ou travestis passou a ser digno de elogios?

Eu acho que não.

Mas os jornalistas, quase na sua totalidade, parecem não ter coragem de fazer o que se espera de nós: criticar.

Não o fazem porque o acham bonzinho ou porquê estamos os jornalistas também entrando nessa era da 'modernidade'.

A de que não devemos criticar o trabalho dos 'professores' para não instabilizar o clima... Não atrapalharmos a continuidade...

Mesmo que seja a continuidade da falta de ética!

Ausência de moral promovida por um profissional que aplicou o maior balão de ensaio dos últimos tempos para conseguir aumento salarial à custa da venda do meio-de-campo e ataque titular de sua equipe.


ESPORTE

Rumo à modernidade

O Flamengo definitivamente entrou na era da ‘modernidade’ do futebol brasileiro: a era dos ‘professores’, ‘doutores’ da bola! Definida assim pelo colega Fernando Calazans – com brilhante sarcasmo!

Depois da promessa dos dirigentes de que só venderiam o meia Renato Augusto para manter o que ela, e só ela, a diretoria do Flamengo, chama de melhor elenco do Brasil; o clube negociou uma semana depois o seu ataque titular.

Foram-se Souza e Marcinho – este último o então artilheiro da competição – para promover a nova estrela do momento, o técnico Caio Júnior, a uma espécie de eminência parda do departamento de futebol rubro-negro.

Até agora não sabemos a que cargo foi promovido Caio ou qual função ele desempenhará no ‘moderníssimo projeto’ do clube, bradado pelo vice-presidente de futebol Kleber Leite.

De conhecimento publico apenas é que a receita da venda de Renato Augusto foi usada para bancar um polpudo aumento salarial do treinador, tão logo ele ameaçou (sim, ele ameaçou!) largar o comando do time.

Será coincidência que desde então, desde que venderam o craque do time para segurar o ‘professor doutor’, o time que era líder do campeonato vem caindo (literalmente) pela tabela???

MUNDO

Beijing, Beijing, tchau, tchau

Em pleno ano de firmamento do acordo ortográfico dos países de língua portuguesa, a questão lingüística (com trema por enquanto) do ano se tornou o nome da cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2008.

Beijing ou Pequim, qual é o certo?

Para os chineses e para a rede de lanchonetes McDonald’s é o primeiro. Isto porque o governo chinês adotou a pronúncia do alfabeto pinyin (aquele de mais de cinco mil ideogramas) em detrimento da pronúncia da escrita romana.

Ou seja, lendo-se o nome da cidade em pinyin chega-se a Beijing, já na leitura em alfabeto romano fala-se Pequim.

Acontece que os governos da Inglaterra e dos Estados Unidos decidiram adotar o sistema chinês. Sendo o McDonald’s uma empresa estadunidense, nada mais coerente do que escreverem Beijing em seus produtos promocionais nos países de língua inglesa.

Porém, usar o nome em terras tupiniquins está definitivamente errado.

No Brasil e em todo o resto do mundo pronuncia-se Pequim. Como nenhum país legisla sobre a prosódia de outrem, falar ou escrever em nosso território como chineses, ingleses e americanos preferem é considerado estrangeirismo. Erro crasso na gramática brasileira!

Ainda não entendeu?

Então aí vai outro exemplo para efeito de comparação:

Nos alfabetos kandi e hiragana, usados no Japão, o nome do país do sol nascente é Nihon. Mas não é por isso, que a gente vai sair por aí falando em nihongo (língua japonesa). Tampouco devemos escrever Japan como os americanos.

Nem que o Ronald McDonald’s, digamos, nos sugira. Esta eu não engulo!

Finda a Olimpíada, espero que a língua mátria volte a ser usada na terra brasilis. Adeus Beijing!