domingo, 30 de novembro de 2008


ESPORTE

Não vi e gostei

Ao contrário da velha e burra paráfrase ‘Não vi e não gostei’, hoje eu vou elogiar algo que ainda não assisti.

Este ‘novíssimo’ conceito é tão acéfalo quanto o anterior, mas é muito mais divertido! (risos)

Então eu vou arriscar indicar-lhes o quadro ‘Bola Cheia e Bola Murcha’, de hoje, no Fantástico.

Além de ser a final anual da disputa, a atração de hoje conta com três ilustríssimos jurados: o deus Zico, Ronaldo Fenômeno e Robinho – um verdadeiro time dos sonhos do futebol mundial.

P.S.: a escolha da ilustração se deu para homenagear outro eterno craque, que se encaixaria perfeitamente nesse timaço, perfazendo um verdadeiro ‘quadrado mágico’.

P.S. ²: E o que a Argentina tem a ver com isso? Nada. Só não quis perder a oportunidade de sacanear los hermanos mais uma vez!

sábado, 29 de novembro de 2008

CIDADE

Árvore da Lagoa: concerto e consertos para inglês ver

Já reparou que Árvore de Natal da Lagoa está sendo montada? Eu já. Afinal, é na porta da minha casa.

Seria impossível não perceber o engarrafamento criado pelos curiosos que passam pela Avenida Epitácio Pessoa e quase param seus carros às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas para acompanhar a montagem do ornamento gigante; os operários; os jardineiros; garis; funcionários da Cedae.

‘Peraí’!

Está certo que eu me orgulho de morar na esquina mais bonita do mundo – Champs Elysées, em Paris, perde feio – porém, é muito estranho você acordar e encontrar mais de 500 funcionários públicos cuidando do ‘seu quintal’.

O bairro é lindo e oficialmente o melhor do Rio, segundo recente pesquisa da ONU, que registrou aqui o maior IDH, Índice de Desenvolvimento Humano do estado, mas e o resto da cidade?

E o resto do ano?


(prefeitura presente...)


(...uma semana por ano)
Não é comunismo, entretanto a primeira questão é óbvia aos olhos de todos, inclusive aos meus: se eu saio para trabalhar e encontro 40 garis na minha porta, algum outro lugar da cidade vai ficar mais sujo.

Levando-se em consideração que a inauguração da Árvore é reconhecidamente o terceiro maior evento turístico do Rio de Janeiro, perdendo apenas para o Réveillon de Copacabana e o Carnaval, a mobilização política e operacional se justifica.

Todavia, o segundo assunto é o que mais me tange e incomoda.

Por que somente hoje, às vésperas do show pirotécnico e musical, que vai contar com a Orquestra Sinfônica Brasileira, Elba Ramalho, João Bosco, entre outros, é que o bairro ganha essa maquiagem para inglês ver?

Ratifico minha pergunta: e o resto do ano?

Continuarei tendo que exorbitante R$ 1,50 para fazer xixi nos quiosques, já que não existem banheiros públicos nos 7,5 km do parque da Lagoa?

(banheiros químicos só para o evento)


E o lixo? Não tem que ser retirado, a grama aparada, o encanamento consertado?


Meu IPTU diz que sim! Espero que o prefeito eleito concorde.
Os números da Árvore da Lagoa:

A base de sustentação tem 810 Metros Quadrados
52 Quilômetros de mangueiras luminosas (duas idas e duas voltas na Ponte Rio Niterói)
1 600 estrobos para dar os efeitos de estrelas.
Com 85 metros de altura é a maior árvore de natal flutuante do mundo de acordo com o Guniess Book
Em homenagem à 13a edição a cenografia terá 13 fases seqüências com desenhos diferentes.
Os sinos (com canções natalinas gravadas na Itália) tocarão às 20, 21 e 22 horas todos os dias.
O show pirotécnico será todos os sábados, às 20 horas, até 3 de janeiro.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008


CULTURA

Quem desdenha quer comprar?

Será que o velho ditado vai se concretizar no mundo dos quadrinhos? Faço-me esta pergunta desde ontem à noite, quando soube que depois de 40 anos de tapas a Mônica finalmente dará um beijo no Cebolinha.

Digo, a nova Mônica beijará o Cebola. Já que agora eles são adolescentes no novo gibi do quadrinista Maurício de Souza, o ‘Turma da Mônica Jovem’.

Voltando à pergunta inicial: será namoro ou amizade? Só um beijo, uma ficada ou uma união civil estável?

Desde sempre desconfio que a personagem inspirada na filha de Maurício tem uma queda pelo Cebola. Porém, não será nesse quarto número das novas aventuras da turma que a ex-gorducha (sim, agora ela tem cintura fina e seios aparentemente siliconados) vai revelar se vai amar ou continuar desdenhando do amigo de infância.

Aliás, o pai das Mônicas não divulga se essa relação um dia se concretizará.

Segundo o autor, dependerá da reação do público. A nova fase das personagens mais famosas do autor está cheia de novidades como os banhos, mesmo que esporádicos, do Cascão e a novo vocabulário do Cebola, que finalmente não troca mais os erres pelos eles. A não ser...

Bem, apesar de ter feito fonaudiologia, quando fica nervoso... (risos)

Nada que atrapalhe o sucesso da revista. A próxima edição da ‘Turma da Mônica Jovem’, sairá do forno com uma tiragem de 300 mil exemplares. A maior da história das revistas infantis no Brasil.

Em tempo: a Turma da Mônica original continua em circulação!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008


RESPOSTA DO QUIZ
Céu:

Cozinheiro francês

Policial inglês

Mecânico alemão

Amante italiano

Administrador suíço



Inferno:

Cozinheiro inglês

Mecânico francês

Policial alemão

Amante suíço

Administrador italiano


Então: repararam que as portas estão lado a lado?

Pois é, aqui a resposta não é maniqueísta. Ou seja, o bem e o mal caminham juntos e ninguém está totalmente certo ou errado.

A sentença, retirada do Phrase Book levanta a questão de que pessoas certas colocadas nos lugares podem causar uma confusão infernal.

Alguns chegaram perto, tentaram ‘colar’, mas, não aproveitaram as dicas e ninguém acertou. Valeu pela brincadeira... O prêmio fica acumulado para a próxima!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

QUIZ

Ainda na linha do humor globalizado; uma pergunta para você, meu caro leitor:

Você sabe a diferença entre o céu e o inferno?

O acertador receberá em casa – via sedex – um legítimo chaveiro da Torre Eiffel, importado de Paris.
HUMOR


Este blog tem andado muito sério ultimamente. Então, aí vai uma relaxada nos textos e na paciência de vocês – meus três leitores:

A ONU resolveu fazer uma pesquisa mundial. A pergunta era:

Por favor, diga honestamente qual é a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto mundo?

O resultado foi um fracasso!

Os europeus não entenderam o que era escassez;

Os africanos não sabiam o que eram alimentos;

Os norte-americanos perguntaram o significado de resto do mundo;

Os cubanos pediram esclarecimentos sobre opinião;

Os argentinos não reconheceram a expressão por favor;

E o Congresso Brasileiro ainda está debatendo o que é honestamente.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

DEU NA GLOBO agora: o motorista salvo de um afogamento por uma calça chama-se Roberto Costa Santana. Ele foi resgatado no Rio Pinheiros e não sabe nadar.

Até a gora o seu bem-feitor não foi identificado e os repórteres da emissora não noticiaram que uma calça foi usada no salvamento, limitando-se a dizer que foi utilizada uma corda improvisada.

Sonegaram o clímax da notícia. E olha que a equipe da CGJ, Central Globo de Jornalismo, é um pouco maior que a do cri-crítico!
BRASIL

Enchentes em SC: números X histórias

Sempre que cubro calamidades públicas tenho por obrigação jornalística apurar os números da desgraça alheia; é norma de redação.

Quanto mais precisos os algarismos, melhor qualificada é a matéria para o leitor ávido pela última palavra, últimos dados e cifras do acontecimento.

Por isso, hoje li sobre 49.799 desabrigados, ao invés de quase 50 mil, por exemplo.

– Já foram registradas 65 mortes no Estado: 15 no município de Ilhota; 13 em Blumenau; 12 em Jaraguá do Sul; 10 em Gaspar; 4 em Luiz Alves e mais 4 em Rodeio. No Rancho Queimado 2 perderam a vida. Brusque, Pomerode e Bom Jardim da Serra tiveram ‘apenas’ 1 vítima fatal cada.

É óbvio que para as famílias e amigos dessas únicas pessoas que morreram nessas três cidades, os números não são consolo. E, acredite, para os jornalistas também não.

A maioria de nós se envolve, sim, com os dramas pessoais dos entrevistados; e levamos suas histórias para as nossas vidas, nossas conversas familiares, sessões de análise.

Alguns eventos são trágicos, mas no meio de cenários desoladores como de 32 comunidades no Rio de Janeiro, onde 6,5 mil pessoas ficam sob ameaça de desabamento a cada temporal; ou nas áreas de risco em São Paulo, que condenam 60 mil moradores, há histórias extremamente humanas que me fazem acreditar que nem tudo está perdido.

Ontem à noite na capital paulista, o motorista de um furgão que abandonou o veículo e foi arrastado pela enxurrada para dentro de um córrego, foi salvo pelo o taxista Enídio Soares Júnior e um passageiro não identificado que tirou a própria calça para resgatar o homem.

O herói anônimo, protagonista de um fato, no mínimo, inusitado e constrangedor é a prova de que – perdoe-me pela redundância – há humanidade na humanidade!

domingo, 23 de novembro de 2008

MEU MUNDO

Mais um comentário que virou um post

(do blog amigo ‘Garota pendurada!’ para O cri-crítico)

‘Você gosta de contos eróticos?

Eu conheci a ‘leitora’ que escrevia os mais picantes relatos do mais famoso compêndio sexual da abertura, digo, pós-ditadura: o ‘Fórum Ele & Ela (Penthouse Brasil)’

A ‘gostosa’ era um colega jornalista quarentão, calvo, baixinho, duro, que morava de aluguel no meu prédio em Ipanema, há alguns anos!

Pura fantasia, porém, com uma boa edição, sem gafes na forma nem conteúdo.

Outro famoso contista da época era um garoto de programa chamado Índio, que usava pseudônimos femininos para enviar inúmeras histórias de suas clientes, que ‘por gratidão’ passavam o contato do rapaz no final das cartas, para ele faturar um pouquinho mais. Hilário!

Com a Internet, esse filão cresceu muito (sem trocadilho). Mais quantitativamente do que qualitativamente, diga-se.

Se com a explosão dos blogs todo mundo – e qualquer um – se tornou ‘bom autor’, os contos eróticos são a democratização do sex apeal; todos se tornaram excelentes amantes...

Ao menos virtuais!’

Leo Pinheiro,
sobre o post ‘Conto Erótico: o tiro que saiu pela culatra’, por Nat Valarini,

sábado, 22 de novembro de 2008

















CIDADE

Quem ama não rouba

Há tempos li uma interessante reportagem sobre a relação dos cariocas com as estátuas. O tema foi capa de revista e nas páginas do miolo se exaltava uma relação humana com os monumentos díspar de qualquer outra cidade no mundo.

Que bacana!

Cariocas são bonitos, cariocas são bacanas... Cariocas conversam com estátuas, acariciam-nas, dão tapinhas nas costas e... Tapões!

Isto mesmo: alguns estão levando esse contato afetivo longe demais.

Será que toda relação ‘interpessoal’ se deteriora com a intimidade? Será que é inerente ao ser humano ser vil com os mais próximos?

Quero acreditar que não. Mas estão querendo me convencer do contrário.

Pela enésima vez a estátua de Carlos Drummond de Andrade, o poeta eterno, foi danificada. Na madrugada de ontem, uma das hastes dos óculos do foi arrancada.

A escultura, que foi eleita, naquela matéria, como a mais próxima dos cariocas, já teve os óculos roubados integralmente outras cinco vezes. A última reposição custou R$ 3 mil.

Vândalos, aproveitadores e engraçadinhos

Não acredito que o ladrão tenha vendido os mesmos por míseros R$ 3. Sua paga deve ter sido somente o orgulho (?) de seu ‘grande feito’.

Ante esse cenário, ainda tem gente querendo faturar. Uma ótica (que eu não vou citar o nome porque não faço merchandising para aproveitadores) propôs como solução do problema que se coloquem óculos descartáveis baratos, que ela financiaria – naturalmente em troca da divulgação de sua marca.

Melhor fez a turma do Casseta & Planeta que lançou uma campanha em prol da troca dos óculos por lentes de contato. (risos)

É rir para não chorar.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008


MEU MUNDO

Luto, invasão, desrespeito, fofoca e um ‘telefone sem fio’ mórbido.

Como meus amigos e meus dois leitores sabem, eu não posto aqui há semanas devido a problemas particulares. Meus amigos sugeriram que eu desabafasse pubicamente escrevendo, colocando minha dor para fora através do que – segundo eles – eu faço melhor.

No entanto, não me sinto motivado a nem um nem outro: não quero expulsar esta dor de mim, quero vivenciá-la; tampouco quero dividir com desconhecidos a minha intimidade (desculpem-me a franqueza).

Para tanto, deixei uma mensagem na capa do meu perfil no Orkut suplicando que não me enviassem scraps ou depoimentos perguntando do que se tratava, pois, eu estava (estou) abalado e só responderia aos amigos reais, pessoalmente ou por telefone.

Instantaneamente aconteceu o inverso! No mesmo segundo (pasmem, eu disse no mesmo segundo!) chegou a primeira pergunta: ‘O que houve?’.
Nos dias que se sucedem estou sendo bombardeado por scraps, depoimentos, e-mails, torpedos... Enfim, toda sorte de comunicação virtual que se possa imaginar, enviadas por gente que nunca vi na vida.

O mais patético de tudo é que as pessoas mais distantes são as mais curiosas.

Não me poupando o trabalho de apagar as indesejáveis mensagens, essas pessoas mandaram textos muito semelhantes entre si. A maioria dizia que apesar de não me escrever há muito tempo (leia-se, nunca!), queria saber o que tinha havido comigo (Why? Why? Why?)

A pergunta que não quer calar: se você não me escreve quando estou solícito à apreciar seus textos, por que resolveu escrever logo quando eu pedi para não fazê-lo???

Torpe, não?

Mesmo que vocês estejam me achando mal-humorado e esta postagem chata, prossigam, porque o melhor está por vir! Abaixo a cereja do sunday deste lamentável episódio:

No sábado pedi a familiares para ligar para um colega de trabalho a quem chamarei aqui de M, para avisar-lhe que eu não compareceria, pois eu estava em um funeral;

M transmitiu o recado aos outros colegas, presenciado pelo meu amigo R;

No domingo uma TIA novata no Orkut resolveu burlar o meu pedido e deixou um scrap se solidarizando ao meu luto por N;

J, que nunca, nunca me enviou um só scrap desde que me adicionou – nem para agradecer meus votos de feliz aniversário – leu (?) o recado de minha TIA, e entendeu que ela, minha TIA, estava de luto por mim, e em seguida ligou para o meu tal colega M avisando-lhe que tinha lido um scrap de minha PRIMA dizendo que eu estava morto;

M, mesmo sendo a única pessoa a ter recebido o telefonema com as informações verdadeiras sobre o meu luto, não desmentiu J, e ainda ligou para R para dizer que minha PRIMA que é amiga (?) de J a avisou que eu tinha morrido;

R, meu único amigo na história, ficou preocupadíssimo e ligou para minha casa, não me encontrou e já estava decidido a encomendar minha missa de sétimo dia, quando resolveu ligar para o meu celular e constatar que estou péssimo, mas vivo.

Tragicômico, não?

Não.

Na verdade é só trágico. Não consigo ver humor em tamanho desrespeito à minha privacidade e ‘memória’.

Vocês vêem?

quinta-feira, 6 de novembro de 2008























COMPORTAMENTO

Censura nunca mais

(POR FAVOR, SÓ COMENTE SE LER O TEXTO TODO)

Há dias em que os comentários de um blog chamam mais a atenção do que os próprios posts.

E esse dia foi ontem. Quando eu não escrevi sob qualquer pretensão jornalística maior, não dei nenhum furo, não levantei nenhuma polêmica...

Mas tive uma das piores constatações que um escritor pode ter: a falta de atenção para com a sua obra. Seja ela, a obra, um romance, uma crônica ou uma simples nota na Internet.

Pois então; a minha última postagem foi apenas uma frase, que faz referência ao texto do dia anterior, sobre a cerveja Obama. Uma única sentença, a propósito de um ‘textículo’ também de minha autoria, que está logo aqui 10 centímetros abaixo.

Mas mesmo assim, algumas pessoas não deram a mínima para nenhum dos dois posts. Uns discorreram a respeito de direção de veículos (?), uma pessoa falou sobre futebol (??) e outra reclamou de mim por criticar o Lula (???).

O mais interessante de tudo é que no referido post eu não fiz menção a nenhum dos três assuntos! (risos)

Já a penúltima postagem, foi a mais polêmica, até agora, desde a mudança do cri-crítico para o blogspot.

Algumas pessoas cri-criticaram o meu uso da palavra crioulo, esquecendo-se de escrever a respeito do texto que leram (?).

Antes de qualquer coisa, vou esclarecer que crioulo é, além de um idioma africano, o termo que se usa para diferenciar negros puros, de mestiços de negros com brancos, os mulatos; ou os cafuzos, resultantes da miscigenação entre negros e índios.

Em segundo lugar, mas não menos importante, quero verbalizar sobre um tema que me causa calafrios: censura!

Todos que quiserem podem conferir que a aprovação dos comentários é automática, que não faço nenhuma avaliação ou triagem dos mesmos. Porém, o mesmo direito à expressão que dou aqui neste meu espaço, eu faço questão de ter.

Não vou ceder aos argumentos dos desatenciosos ou dos que simplesmente discordam de mim, e me autocensurar. Não aqui!

Quem ler a minha descrição no item ‘Quem sou eu’ (Estou querendo demais, né? Nego... Ops, as pessoas, mal lêem os posts) saberá que aqui é um espaço de exercício de liberdade autoral.









Faço questão de ressaltar isto na frase ‘...Escrevo aqui pequenas observações não muito profundas, mas que, por um motivo ou outro, não posso escrever nestes veículos...’

Pois é, nestes veículos nos quais atuo eu devo contratualmente subordinação editorial. Fato este que não me avilta, como a censura de outrora. Essa sim, uma chaga!

O que muita gente esquece é que toda a censura tem seu nascedouro na sociedade civil.

O famigerado AI 5, Ato Institucional número cinco (que me traz lágrimas aos olhos), que entre outras mazelas instituiu a censura de forma ostensiva no Brasil, foi precedido pela TFP, a organização não governamental Tradição, Família e Propriedade.

Portanto caro leitor, quando você se manifestar contra a liberdade de alguém escrever sobre algo que você não prestou atenção, não entendeu ou discordou, lembre-se que você pode estar fomentando a volta da censura.

...A mim, a você mesmo, ao Brasil.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Sobre o post de ontem: Se beber não dirija...
Um país.





CINEMA

Pelé eterno milionário

Em tempos de black power, uma conclusão: crioulo por crioulo os nossos são muito melhores.

Pelé, por exemplo, mostrou que é muito mais malandro que os negões americanos, e em um processo contra a Universal Pictures ganhou na justiça a ‘bagatela’ de R$ 10 milhões.


A ação judicial, vencida em primeira instância e passível de recurso, foi movida contra o estúdio cinematográfico por conta de descumprimento de contrato na distribuição do filme ‘Pelé Eterno’, que conta a carreira do rei do futebol.

A Universal foi condenada, pelo juiz Clóvis Ricardo de Toledo Júnior, da 19ª Vara Cível de São Paulo, a indenizar ao eterno craque e à Anima, produtora brasileira responsável pelo longa-metragem, pois a quebra de contrato teria comprometido a exploração da imagem de Pelé.

Ou seja, eles usaram a imagem do negão, divulgaram que iam fazer e acontecer e depois não pagaram o bônus financeiro e institucional ao Rei.

Executivos do estúdio obviamente rebatem, alegando que, a distribuição do filme foi menor que o esperado devido ao fracasso de público. Porém, ‘Pelé Eterno’ ficou pouco tempo em cartaz no Brasil e sequer foi lançado no exterior – como previa o pacto de distribuição.

Se causaria lucro ou prejuízo... Não importa. ‘Combinado não sai caro’, e o fato é que os ‘caras’ não cumpriram o acordo.

terça-feira, 4 de novembro de 2008


INTERNACIONAL

Cri-crítico descobre o que Barack Obama vai beber hoje à noite

Finalmente chegou o dia. A conversa já está batida, mas, sim, hoje estamos tendo a oportunidade de fazer parte da história e/ou presenciar parte dela.

Hoje é dia que o EUA deve botar o preto no branco. Ou melhor, em tempos politicamente corretos é mais adequado dizer que o país norte-americano deve colocar o afro-descendente na branca, Casa Branca.

Ao que tudo indica o democrata Barack Obama vencerá a disputa presidencial com o republicano John McCain. Embora alguns de nós sejamos simpáticos à causa, é fato de que muitos estão doidos para que Obama seja logo eleito para findar a ‘Obamania’ em terras tupiniquins.

Como o cri-crítico gosta de estar além dos fatos e nos bastidores da notícia, divulgo agora, em primeira mão, como o senador democrata deverá comemorar a sua vitória – caso seja confirmada.

Barack beberá a
cerveja...

Obama.


Isto mesmo, desde 2004, a cervejaria Breweries Limited, do Quênia, fabrica uma cerveja apelidada de 'Obama', em homenagem ao político, filho de um queniano com uma americana, que ganhou destaque na África naquele ano por ter sido eleito senador em Illinois, EUA.

Barata, a cerveja logo caiu no gosto popular dos quenianos, já que no Quênia é considerado caro pagar US$ 3 pelas marcas mais famosas.

No país, é comum a fabricação de cerveja caseira, com ingredientes fortíssimos que já causaram mortes e internações. A 'Obama' surgiu como alternativa para evitar estes problemas e virou febre.
Com as eleições americanas, o nome de Barack em evidência e a eterna pindaíba dos quenianos, os representantes da cervejaria comemoram o aumento das vendas.

Enfim, a 'Obama cerveja' é barata, não mata e ainda deixa a vida dos sofridos quenianos um pouco mais alegre. Resta saber se Barack vai beber Obama para comemorar a vitória ou para curar a ressaca da derrota para McCain.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

CULTURA

Rebeldia carioca é explicada em livro

Aconteceu hoje, às 19 horas no Palácio do Catete, o lançamento do livro ‘Cidade Rebelde’, de autoria da arquiteta e pesquisadora Jane Santucci.

A obra desvenda as causas e efeitos das rebeliões populares no Rio de Janeiro na virada do século 19 para o 20, como a primeira greve geral do país – ainda na era Imperial.

A autora faz ainda paralelos entre as rebeldias de outrora com as atuais. Este é o segundo volume de Jane, que fez um verdadeiro trabalho de arqueologia cultural em seu livro anterior: ‘Os Pavilhoes do Passeio Publico’, sucesso de vendas e crítica.

O melhor de tudo é que as obras da autora não têm proporções bíblicas. ‘Cidade Rebelde’ é uma boa pedida para quem quer se bem informar e (finalmente!) entender a rebeldia política e cultural dos cariocas, sem ter que perder demasiado tempo.

A publicação é da editora Casa da Palavra e pode ser encontrada nas melhores livrarias do país e também pela Internet.





CINEMA

Brasil projetado nas telas por R$ 2

Em 5 de novembro comemora-se o dia do Cinema Nacional. E para iniciar as celebrações a Rede Cinemark dedica um dia inteiro à produção cinematográfica brasileira.

Como faz todo ano, desde 2000, a rede apresenta o Projeta Brasil, exibindo na primeira segunda-feira de novembro, em suas 363 salas de 44 complexos, as mais recentes películas nacionais pelo preço único de R$ 2. (sem meia entrada pelamor)

Participarão este ano os ótimos ‘Meu Nome Não é Johnny’, ‘Ensaio Sobre a Cegueira’, e outros menos cotados como ‘Os Desafinados’ e ‘Bezerra de Menezes’ – que o cri-crítico já conferiu* – e também lançamentos como ‘Última Parada 174’, e ‘Linha de Passe’.

Vale à pena conferir em alguma sala próxima à sua casa!

O Cinemark está presente em 26 cidades em 13 estados do país e ainda no Distrito Federal.































Veja abaixo a lista com todos os filmes exibidos no evento deste ano:

• ‘O Magnata’, de Johnny Araújo
• ‘Meu Nome Não É Johnny’, de Mauro Lima
• ‘Polaróides Urbanas’, de Miguel Falabella
• ‘Chega de Saudade’, de Laís Bodanzky
• ‘Era Uma Vez...’, de Breno Silveira
• ‘O Guerreiro Didi e a Ninja Lili’, de Marcus Figueiredo
• ‘Sexo Com Amor?’, de Wolf Maya
• ‘Encarnação do Demônio’, de José Mojica Marins
• ‘Bezerra de Menezes – O Diário de um Espírito’, de Glauber Filho e Joe Pimentel
• ‘Ensaio Sobre a Cegueira’, de Fernando Meirelles
• ‘A Guerra dos Rocha’, Jorge Fernando
• ‘Estômago’, de Marcos Jorge
• ‘Os Desafinados’, de Walter Lima Jr.
• ‘Garoto Cósmico’, de Alê Abreu
• ‘Xuxa em Sonho de Menina’, de Rudi Lagemann
• ‘A Casa da Mãe Joana’, de Hugo Carvana
• ‘Os Porralokinhas’, de Lui Farias
• ‘Última Parada 174’, de Bruno Barreto
• ‘Show de Bola’, de Alexander Pickl
• ‘Linha de Passe’, de Walter Salles e Daniela Thomas
• ‘O Signo da Cidade’, de Carlos Alberto Riccelli
• ‘Bodas de Papel’, de André Sturm
• ‘Falsa Loura’, de Carlos Reichenbach
• ‘A Casa de Alice’, de Chico Teixeira
• ‘Helena Meirelles - A Dama da Viola’, de Francisco De Paula
• ‘Maré, Nossa Historia de Amor’, de Lúcia Murat
• ‘5 Frações de uma Quase História’, de Armando Mendz, Cristiano Abud, Cris Azzi,Guilherme Fiúza, Lucas Gontijo e Thales Bahia

*cri-críticas devidas e que serão pagas brevemente.

domingo, 2 de novembro de 2008


(Camisa do eterno vice, presenteada pelo CQC)



ESPORTE

Carta a Rubens Barrichelo

‘Rubinho, em 15 GPs Brasil, você nunca conseguiu fazer nada de relevante para os seus compatriotas; agora chegou o seu grande momento!

Quando estiver levando uma volta de desvantagem do Hamilton, bata na McLaren e garanta o título do Massa!’


Tudo bem, para não falar que eu sou aético ou ante desportivo, eu rogo sorte ao inglês...

...Da mesma forma que os colegas do programa CQC, da Band, desejaram: levando um 'amuleto' para o piloto. (Vide foto)



(Presente oferecido por mim)

sábado, 1 de novembro de 2008


MÍDIA

Ao pé da letra

Hoje faz uma semana que o jornal O Globo deu início a uma campanha publicitária para que os leitores enviassem flagrantes de irregularidades nas ruas do Rio.

Essa seção de jornalismo participativo se chama ‘Eu Repórter’, e dá o gostinho dos leitores de serem jornalistas ao menos uma vez na vida – uma vontade que, segundo a minha experiência jornalística, todo mundo já teve um dia.

A foto ao lado prova outra teoria minha, desenvolvida nos árduos anos de profissão: a de que corno e cagoete têm em todo lugar.

Aqui no caso o cagoete é o leitor Herbert Lins de Sousa Junior, que resolveu levar a campanha ao pé da letra e fotografou a infração a baixo do anúncio e mandou para o jornal.

E o corno é o motorista que não viu ou ignorou as letras garrafais do outdoor e estacionou o carro com as quatro rodas na calçada, na Avenida Marechal Rondon, na Abolição.

P.S.: Eu juro que este não é o meu carro (idêntico ao da foto)