terça-feira, 30 de junho de 2009

Yes, WE can... They, can’t!


(Capitão Lúcio: go a head! Gol de virada em cima dos norte-americanos)



Já disse uma vez e repito: nossos crioulos são melhores do que os deles!

E se os nossos negros são os melhores... Imaginem os RUBRO-NEGOS!

(Capitão Marcelo: eye of the tyger! Megão Bi-Campeão Brasileiro de Basquete)

Quando os jogadores de futebol do MENGÃO (ou de qualquer outro time) tiverem esse olhar, o clube será imbatível!

domingo, 28 de junho de 2009

Figurinha Carimbada
Mico Jackson

(Jacko ensinando coreografias aos seus, hã, aluninhos. Olhem e se liguem no passinho!)

A torcida do Botafogo está de luto.

Sem ter um ídolo nos campos de futebol desde a década de 60 os sofredores, digo, botafoguenses, se ressentem da morte da sua estrela solitária, Maicosuel Jackson, o único cantor genuinamente alvinegro do mundo.

Porém, como todo boiola que se preza quer ser tricolor – paulista ou carioca, tanto faz, o importante é ser infeliz – Richarlyson Jackson, resolveu aderir uma terceira tonalidade:

Nasceu preto, morreu branco e agora vai virar cinza.

Apesar de se identificar com times de futebol tão escrotos, não só de escândalos sexuais e derrotas fora marcada a vida do astro pop-up – aquele que há três dias não pára de piscar na tela quando você entra na Internet.

Como a foto acima revela, em seus momentos de intimidade, Xuxa Jackson curtia a vida com os baixinhos. Era um homem de hábitos simples; aos domingos chupava pastilha Garoto, Drops Kids e depois se confessava na Igreja Universal Dos Ex-Tudo.

Religioso, agora mesmo, deve estar no céu procurando o Menino Jesus.

Isto se ele estiver por lá mesmo!

Tal qual o seu gordo, digo, sogro, Pelvis The Elvis, sua morte por overdose de antidepressivos, moderadores de apetite, morfina e Red Bull com Whisk, ainda é uma incógnita. E como eu ainda não vi o corpo; para mim Pagando Mico Jackson não morreu!

Até porque, queridinhos, estrela pop não morre... Vira purpurina!

Não acreditam? Então me respondam: Who's dead?

quinta-feira, 25 de junho de 2009


CULTURA

Uma escrita leva à outra

Conversando sobre texto televisivo ouvi de um colega jornalista o jargão que tanto repeti para meus repórteres e estagiários: ‘Escrever é a arte de cortar palavras’. Uma verdade absoluta nas redações de veículos de comunicação!

Em seguida o referido colega atribuiu a máxima a Carlos Drummond de Andrade, esta uma mentira que de tão repetida virou verdade, embora o poeta nunca tenha se apropriado da autoria. Nego-lhe convicto a paternidade da frase à Drummond, porque ele mesmo o fizera, inclusive, declarando desconhecer o verdadeiro autor.

No entanto, a dúvida persiste para a maioria. Muita gente boa que há por aí elege Shakespeare, Cervantes ou Tenesse Willians como o pai da criança. Estes não se deram ao trabalho de verificar as fontes ou simplesmente comparar os estilos. Digam-me, se é possível autores que se notabilizaram pela verborragia como os ora citados produzir tal pensamento sintético?

Incoerente.

Esta se tornou a razão do post. No melhor estilo ‘falo agora para não me calar para sempre’; venho tentar desvendar o assunto antes que, coloquem o pequeno texto na boca do Jabour, Veríssimo ou da Cora Rónai. Desde sempre eu conheço a frase como de Voltaire. De fato a mão é análoga. Caso alguém discorde, favor encaminhar a correção para O Cri-crítico aqui. Quem concordar também pode e deve comentar!

Agora se você é um chato de galocha que ‘não concorda nem discorda, muito pelo contrário’; e veio aqui para perturbar ou somente divulgar o seu badaladíssimo blog, deixo-lhe com a seguinte frase:

‘Quem gosta de escrever cartas para os jornais não deve ter namorada’.

Esta, sim, uma brilhante tirada do poeta eterno.

sábado, 20 de junho de 2009

Figurinha Carimbada

Moe, Larry & Curly



(Retrato falado feito pela Polícia carioca)

Hoje se encerra uma daquelas semanas em que muitos se candidataram ao posto de figuraça no Cri-crítico, obrigando-me a laurear mais de um competidor. Portanto, antes mesmo de anunciar o vencedor, preciso distribuir algumas menções honrosas:

Na categoria estreante Kimberly Star venceu, por tão nova já ser tão micosa e conseguir aparecer mais do que as 56 estrelas de seu rosto; Thomas Prosac, uma mistura de Norman Bates com Beiçola da 'Grande Família', ao se travestir para roubar a pensão da falecida mãe, também merece uma citação.

Na categoria conjunto da obra dividem o prêmio dois Presidentes: o do Brasil, Mula, que declarou que o Presidente do Nordeste, José Sarna, 'não pode ser tratado como uma pessoa comum'. (sic) Com tanta gente disputando cabeça-a-cabeça (?), decidi conferir o título desta semana ao trio Denilson Neves dos Santos, Alexandre Dantas da Silva, e Everton Clayton da Silva Vasconcelos.

Nomes verdadeiros dos assaltantes de uma Van, em Campo Grande, Rio de Janeiro, descobertos porque durante a ação um deles, Everton, esquecera um currículo com nome completo, endereço e, pasmem, foto – a qual serviu de identificação para as 12 vítimas, durante o boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia.

No documento, o bandido destacava suas qualidades como vontade de crescer profissionalmente, disponibilidade de horários e facilidade de trabalhar em equipe – o que ficou evidente em seu emprego atual. Outro integrante da quadrilha resolveu colaborar com a polícia sendo pego em flagrante com a arma de brinquedo usada no crime e o terceiro usando o seu próprio carro na fuga!

Hilário! Esta é para entrar nos anais do jornalismo policial.

*Como prometido ao colega jornalista Wander Veroni, o criminoso Gilmar Mendes aparecerá na próxima página policial do Cri-crítico.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

POLÍTICA

Agora sim... Obama is ‘my man’

Sim, sim, eu me rendo: doravante também sou fã do Super Obama, Presidente da Terra.

Quase tão bom quanto o Senhor Miyagi; a reencarnação ocidental de Noriyuki Morita; o Beleza Negra Americana; o supra sumo da adjetivação; incomodado por uma mosca que insistia em participar da entrevista que concedia ao canal de tevê CNBC, na Casa Branca, Obama desferiu um único e fatal golpe no inseto, arrancando baba-ovações de seus assessores e dos técnicos da emissora.

Confira no vídeo abaixo (é rápido!) que tal qual o astro de ‘Karate Kid’ I, II, III... O político se concentrou, armou a mão naja e... Mostrou quem manda no reino animal.

Muitos podem lembrar que o feito de Miyagi San era mais difícil, já que ele propunha ao seu aluno capturar uma mosca com hachi (talher japonês). Porém, ressalto que o meu mais novo ídolo capturou o inseto em apenas um take! E sem efeitos especiais!!!

Vai encarar Bin Laden?

(Estacionamento de shopping bate de frente com campanhas de educação)

FALANDO NISSO...

Se beber não dirija

Hoje a irmandade mundial Alcólicos Anônimos comemora 74 anos de vida. E a entidade, sem fins lucrativos, tem muito a comemorar, pois, além de acompanhar de forma personalizada às pessoas com o grave problema do alcoolismo, a organização tem positiva influência na sociedade civil e nos poderes públicos.

Foi ela uma das maiores responsáveis pela instituição da Lei Seca, que veda aos motoristas o consumo de bebida alcoólica superior a 0,1 mg de álcool por litro de ar expelido no exame do bafômetro; sob a pena de multa, suspensão da carteira de habilitação e, até, prisão – dependendo da concentração de álcool por litro de sangue.

Porre de infelicidade

Mas não é que em meio à boda do AA e do aniversário de um ano da Lei 11.705, promulgada em 19 de junho de 2008, um shopping center no Rio resolveu provar que a má condução do trânsito brasileiro não é privilégio apenas do poder público.

Na contra-mão de todas as campanhas de educação a administração do Shopping Leblon está oferecendo taças de espumante aos motoristas que estacionam na área VIP, enquanto eles aguardam aos manobristas trazerem seus carros!

Esta é da série ‘Pára o mundo que eu quero descer’!

domingo, 14 de junho de 2009

PAÍS

São Paulo não pode parar...

Porquê não tem lugar para estacionar

Não tem para Nova Iorque, Cidade do México, Tóquio, muito menos para o Rio de Janeiro – coitados!

O recorde mundial de congestionamento no trânsito é de sampa! Nada menos do que 295 quilômetros, medidos pela prefeitura daquele município, na última quarta-feira, dia 10.

E não é só isso: segundo a CET, Companhia de Engenharia do Tráfego, o engarrafamento obstruiu mais de 35% das ruas da cidade. Ou seja, em cada três quilômetros de rua mais de um estava parado.

E o pior é que muita gente pegou esse congestionamento para ter a chance de se engarrafar mais ainda na estrada em direção ao litoral paulista.

Tem que gostar muito de ficar parado dentro do carro!

Especialistas garantem que o recorde de 266 quilômetros, registrado na capital paulistana, em 9 de maio do ano passado, foi quebrado devido a conjunção de três imprevistos:

O excesso de obstáculos (veículos enguiçados) nas marginais e acessos;

A chuva;

O feriado de Corpus Christi.

Peraí... A primeira desculpa eu, até, aceito. Mas...

Como alguém que se diz estudioso do assunto pode classificar como imprevistas as condições climáticas.

Para isso existe a previsão do tempo – que qualquer um que visitar O Cri-crítico e olhar à direita pode conferir!

Quanto ao feriado... Bem, a data é comemorada há mais de dois mil anos!

Orgulho nacional – a pátria sobre rodas

Parece-me que é uma opção do paulistano mesmo - ou talvez a falta dela. Quem sabe?

Agora, de volta do feriadão (hein!), algum de vocês, caros leitores, podem me contra-dizer e me cri-criticar. Porém, é óbvio ou fato de que estar parado dentro do carro, escutando um somzinho, no ar condicionado é quase que um spa para certas pessoas.

Muitas assumem já estar acostumadas, outros reclamam mas resignam-se. Contudo, o que me chama mais atenção são os tipos que reclamam do trânsito caótico em todos os feriados e... No próximo, pegam a família enfiam no carro e partem em direção à praia.

Nada contra, muito pelo contrário, adoro praia também; inclusive estou olhando-a pela janela neste instante (só para sacanear... hehe). Mas alguns indivíduos precisam assumir:

Eu sou babaca, sei que vai chover, que o engarrafamento vai bater recorde mundial, e eu quero fazer parte disto. Eu quero ser um recordista também!

É sério. Por mais que seja difícil desvendar a mente dessas pessoas eu percebi nas entrevistas ao vivo, in loco, para as redes de tevê, que os motoristas sentiam certa emoção em ser parte de algo tão grandioso, fazer parte da 'história'! Os sorrisinhos para as câmeras eram indisfarçáveis.

É o famoso orgulho de ser os maiores! Pode ser congestionamento terrestre ou de helicópteros. Pois, esta é a mais nova vanglória paulistana. Mas isto é assunto para outro post.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

MÍDIA

O jornalista acidental

Desde que decidi postar apenas uma vez por semana no blog, é a mesma rotina: tento escolher os assuntos que mais me chamaram a atenção durante a semana para publicá-los na sexta ou sábado.

Como trabalhei no final de semana passado, foi impossível escrever aqui o que eu já tinha mentalmente organizado.

Naturalmente eu caí na tentação de escrever sobre o acidente do vôo 447. Afinal, ele já faz parte do inconsciente coletivo. Ou seja, mesmo quem não tem parente, amigo ou conhecido envolvido; não trabalha em aviação; não leu uma linha sobre o desastre; ou sequer já andou de avião; discorre sobre o assunto com uma (pretensa) propriedade de me fazer inveja.

Vocês, caros leitores, já devem saber o quanto isso me aborrece.

Tanto quanto, fico incomodado com os internautas que se dão ao trabalho de criar um blog, escolher template, nome de batismo, tema etc, para, em seguida, fazer o indefectível Ctrl C + Ctrl V.

Desnecessário.

Eu, por outro lado, tento escrever sobre matérias que estão fora do mainstream semanal, ou, ao menos, abordá-las sob uma perspectiva diferenciada – geralmente bem-humorada, o que não é este caso em hipótese alguma.

‘Do alto de minha experiência’ em cobertura de catástrofes coletivas, pensei em fazer uma análise do trabalho dos coleguinhas de imprensa. Mas acho que qualquer julgamento, neste momento, seria presunçoso.

Não é hora de fazer o jogo dos sete (mil) erros nem de criar no Cri-crítico um quadro ‘falha nossa’. Portanto, gostaria de propor-lhes outra reflexão:

Querendo ou não saber da última palavra sobre o acidente, crendo ou descrendo nas informações às vezes desencontradas ou redundantes; mesmo torcendo para que o noticiário acabe logo para começar a sua novela favorita; lembrem-se:

Na cobertura deste evento estão profissionais que há dias não vêem suas famílias; não dormem em suas respectivas camas ou nem dormem; não comem nos horários adequados; estão lá sob chuva e sol forte.

Alguns choram ao ver corpos de crianças; outros têm ataques de nervos ao se deparar com braços, pernas e cabeças, separadas dos corpos. Tudo isto para, impassíveis, nos informarem de um desastre aéreo em um lugar há quilômetros de suas casas, para onde eles tiveram que ir... De avião.

Pensem nisto.