segunda-feira, 31 de agosto de 2009


ESPORTE

Superação... Do choro

Tudo voltou ao normal no GP da Bélgica de Fórmula 1.

O carro de Rubinho teve problemas de embreagem na largada da prova, a equipe errou o abastecimento no pit stop e deixou o bólido vazando combustível...

E, como de costume, Barrichello não superou os problemas, pois o forte dele não é superação.

Taí o motivo pelo qual o brasileiro – que realmente não desiste nunca – não tem empatia com o cara.

Certo ou errado, com boa ou má conduta pessoal e, com certeza, mau gosto para ‘mulheres’, Ronaldo Fenômeno tem identificação do povo exatamente por suplantar as adversidades, ultrapassar os limites, ir além...

Tudo o que o esporte de Rubinho exige. Mas ele não dá!

Isso o torna um profissional medíocre. No sentido de mediano, esclareço.

É claro que ele é um sujeito afortunado. Faz parte da elite do esporte mundial, é conhecido internacionalmente e é muito bem pago por isso. Mas, contudo, entretanto, todavia...

Entendem? A carreira é uma grande conjunção. Tem sempre um ‘porém’ para onde quer que olhemos.

O maior deles talvez seja o fato dele ser chorão. Essa síndrome de perseguição e, como diria Nelson Rodrigues, complexo de vira-lata dele é tão irritante que quase torcemos contra ele. Não é verdade?

Podem admitir!

Pessoalmente estou chegando um pouco além do ‘quase’, admito.

Não lhe desejo mal, acreditem! Só espero que tudo continue na normalidade... (risos)

Isso para não ter que ouvir de novo o Galvão Bueno falar que o amigo é um herói nacional, que está sendo injustiçado pelo público e crítica do próprio país.

Bem, o cara fica cinco anos sem ganhar uma corrida (gente, ele perdeu até campeonato beneficente de kart para o Schumacher!), não venceu provas nas quais seus principais adversários abandonaram, e está na melhor equipe da temporada, mas levou 11 etapas para chegar à primeira colocação enquanto seu companheiro – que não é nenhum Schumacher – venceu seis corridas.

Ufa! Não tem mais desculpas.

Que ele renove contrato, como o dono de sua escuderia, Ross Brawn, já anunciou, fique alguns milhões mais rico, mas, não conte com a minha torcida em 2010. Nem que o Felipe Massa demore a voltar.

Ainda bem que ano que vem tem Copa do Mundo!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

MÍDIA

Quem quer... Humilhar os outros?


Em minha saga contra a inflamação das amídalas descobri (mentira, apenas ratifiquei) mais duas coisas:

Não sou uma pessoa tão nobre e...

Queria ser o Sílvio Santos!

‘Quem quer dinheiro?’ é a pergunta que o homem do baú faz há décadas antes de jogar aviõezinhos de cédulas de R$ 50 e R$ 100 para uma platéia que se rasteja pela sua ‘nobre’ oferta.

Como não basta ter um programa para humilhar pessoas, SS criou uma rede de televisões para isto!

Tal proeza vai além de ter um dos melhores empregos do mundo, mas, chega a ser um grande propósito pessoal, que, em tempos politicamente corretos, ninguém tem coragem de admitir.

Mas chega de devaneios, e passemos aos exemplos práticos.

Em apenas uma semana vi:

Uma mulher de 40 anos ser colocada em uma cabine transparente em pleno centro de São Paulo para que os passantes avaliassem suas beleza e idade presumida.

Depois de receber as devidas adjetivações dos populares, a senhora teve 15, 20 e, pasmem, 25 anos acrescidos em sua idade real! Isto tudo no programa ‘10 anos mais jovem’, no qual o SBT financia uma recauchutada às mulheres. Porém, sejamos francos, a atração poderia se chamar ‘10 anos de terapia’.

Outra novidade da emissora é o ‘Esquadrão da Moda’, no qual os apresentadores conseguem ser mais malvadinhos ainda.

Nele a ‘premiada’ é inscrita por parentes e amigos que não conseguem falar-lhe cara-a-cara que a pessoa está fora da moda, então resolvem fazê-lo de frente à milhares de telespectadores em todo o Brasil!

A escolhida da vez foi chamada de breeega (sic) pelas amigas, filha e pelo marido que suplicou ajuda para... Ele. Seu argumento foi que era a maior vítima por ser visto ao lado da esposa e seus figurinos impagáveis.

E isso foi só o começo! Juro que as frases a seguir são dos apresentadores Isabella Fiorentino e Arlindo Grund:

‘Cafooooona!’;

‘Parece um tubo de pasta de dente’;

‘Parece a entrevista com vampiro... Mas nem o vampiro vai querer falar com ela vestida assim’;

‘Olha estrelas na calça! Será que ela vai para o céu? Assim ela vai ser barrada no céu e no inferno’;

‘Nooossa a amiga tem coragem de falar com ela vestida assim. Se fosse eu não falava’;

‘As amigas vieram (ao programa) de preto para não errar também’.


Ah, e o melhor de tudo. A participante foi barrada em um parque de diversões, no qual tinha uma placa proibindo a entrada de pessoas mal vestidas!

É muita humilhação.

Para fechar, uma rapidinha para as feministas.

O apresentador mirim Yudi Tamashiro do ‘Bom Dia e Cia.’, que sacaneia todo mundo que telefona ao programa para participar do ‘roletrando infantil’ das manhãs do SBT, mandou a seguinte pérola para uma menina de 7 anos que, entre bonecas Barbie e videogames, escolheu disputar um prêmio de R$ 1.000:

‘É isso aí... Mulher gosta de dinheiro mesmo!’

Na boa, a frase do aspirante à SS é tão inusitada que vou parar por aqui. Nem as atrocidades vistas e faladas no ‘Qual é o seu talento?’ podem superar!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

MÍDIA

Não tenho Dado em casa... Nem na rua

Amigos e alguns dos meus três leitores questionaram o porquê de eu ter destacado, em meu último post, atrizes de novela (como se fossem menores do que de Teatro ou Cinema) ao invés de repercutir, aqui, assuntos mais importantes tais quais:

O 34º arrastão em São Paulo em 2009; a renúncia ‘irrevogável’ (risos) de Aloísio Mercadante; do mise en scène que Eduardo Suplicy fez ao pedir a renúncia de Sarney; ou mesmo da ação penal contra o Bispo Ma$edo, que jogou uma cortina de fumaça no processo com a transmissão massificada de a ‘A Fazenda’ – Sarney agradece!

Explico:

Ao voltar de férias felizes e saudáveis no Chile (NÃO, eu NÃO Peguei gripe suína), onde estive em temperaturas de até 7º... Negativos, cheguei a um Rio de Janeiro com 30º positivos! Já no dia seguinte, a temperatura caiu nada menos que 11 º, chegando aos 19º.

Sol, chuvas, mormaço, ventanias... Os dias que se sucederam apresentaram tantos contrastes, que me levaram para um quadro de amidalite.

Com as amídalas inflamadas, confesso, não me empolguei em sentar à frente do computador para ler sites de notícias ou blogs de amigos.

Portanto, até hoje, minhas fontes de informação tem sido o jornal diário do qual sou assinante e muita, muita televisão.

Neste veículo interessantíssimo, que já fora chamado de ‘máquina de fazer doido’ e outros adjetivos menos cotados, pude constatar muitas ‘novidades’:

Gente, ainda passa ‘Friends’ duas vezes por dia na Warner Chanel! A Copa Sul-Americana de Futebol está tão desprestigiada que a Globo transmite os jogos para as praças em que eles estão sendo realizados. Não é incrível?

Vida que segue, nada supera os programas ‘femininos’ em matéria de ‘inovação’.

Tarde dessas vi a apresentadora Márcia Goldshimith convocando a platéia e os telespectadores para julgarem os participantes em um caso de guarda de uma criança! Márcia destacava que o resultado escolhido por ‘nós’ seria registrado em cartório para constar nos autos do processo do casal!

Do alto de minha cama, com amídalas inchadas tentei vociferar sobre o poder recém conquistado: ‘cuidado Gilmar Mendes, estou de olho no seu lugar!’

Na tentativa de encontrar uma programação, digamos, mais soft, recorri aos canais por assinatura. Eles repetem todos os desenhos já produzidos pela humanidade, exceto o que eu mais gosto: ‘Coragem, o cão covarde’.

Sem coragem (desculpem-me, não resisti ao trocadilho), voltei à tevê aberta.

Zapeando constatei que a Record e a Rede TV, entrevistavam simultaneamente o pai e a mãe de Carlinhos (?), eliminado do reality show ‘A Fazenda’.

Pelo que entendi o casal que espancava o filho na infância, até o mesmo fugir de casa, ora se digladiava para ter o direito do perdão do filho famoso (?).

Como ‘A Fazenda’ não terminou por ali (o programa vai terminar algum dia?), a programação do resto da semana na Record e na também na concorente foi preenchida pela ‘excitante’ finalíssima da competição.

Após a vitória, Dado Dolabela, que, todos sabemos, há pouco tempo, deu umas bordoadas na Luana Piovani e ainda espancou a sexagenária camareira da atriz, tentou se redimir declarando que doará parte do prêmio para a sua ‘mãe preta’ (sic), uma babá que apareceu no programa de cadeira de rodas.

O resto do dinheiro ele aplicará na compra de uma casa, já que ainda mora com a mamãe; e separará uma parte para uma entidade que mora no seu coração: a ‘Pestolazi’. (sic)

Avisado que o correto nome da instituição é Sociedade Pestalozzi, Dado respondeu: ‘É isso aí, Pestalozzi, gosto muito de vocês’.

O pior (ou seria o melhor) de tudo é que como a Record não disponibilizou pacotes de ‘A Fazenda’ em pay per view, o material bruto das 24 diárias vividas pelos ‘famosos’ no confinamento será transmitido em doses homeopáticas durante a programação.

Antibiótico por favor!


P.S.: E eu sequer cri-critiquei o SBT! Quem quer...?

sábado, 22 de agosto de 2009


Furo

Dira Paes – tão farsante quanto Norminha

Desde os tempos da ótima minissérie 'Hoje é dia de Maria', do diretor Luiz Fernando Carvalho, exibida na Rede Globo em 2005, reparo uma mórbida semelhança a qual ninguém na face da terra concorda comigo.

Há época o produto chamou atenção do público e crítica pela estética diferenciada e pela linguagem burlesca imprimida pela direção, conseqüentemente os atores e direção de arte.

No entanto, o público não conseguia tirar os olhos daquela estreante que fazia o papel da protagonista na infância - papel vivido por Letícia Sabatela na fase adulta - devido ao seu talento e carisma. Carolina Oliveira, hoje com quatorze anos confirma o seu merecido sucesso com a personagem Shanti, de Caminho das Índias.

E agora, somente depois de quatro anos, encontrei alguém para concordar comigo: o ator André Arteche, do núcleo lapa-indiano, da novela.

Todos sabem que Hindra, a personagem de André, é apaixonado pela Dona Norminha, que, como também é de conhecimento público, voltará para o traído Abel (Anderson Muler). Então...

Como ficará Hindra na trama?

Não é que o punh... Digo, blogueiro achou um vídeo na Internet de Shanti dançando e, em seguida, substituiu o foco de sua paixão.

Ao tocar Norminha pela jovem Shanti, Hindra me vigou!

Provou para o mundo o que eu já sabia há anos: Carolina Oliveira é filha bastarda de Dira Paes!

Neguem se forem capazes, o que Dira não consegue esconder mais.

A equipe de reportagem do Cri-crítico flagrou Dira alimentando Dirinha, nos bastidores da vida real. E, pasmem, ela não é filha de Anderson Muler.
Shanti bebê ao seio da mãe Norminha...
...E agora aos 14 anos

quarta-feira, 12 de agosto de 2009


ESPORTE

Adílio e Júlio César: amigos e ídolos para sempre


Eu voltei agora para...

Viajar de novo brevemente! (risos)

Afinal, viajar é a segunda coisa que mais gosto de fazer na vida!

Depois de tanto tempo ausente não quero fazer aqui nenhuma reflexão sobre minhas férias ou tampouco sobre as notícias que me deparei no regresso ao Brasil.

Escândalos com o Sarney (ainda!), Edir Macedo (de novo!) e Antônio Carlos Magalhães ('homenagem' póstuma?) à parte, gostaria de falar sobre a grata surpresa que tive ao ligar a tevê no Programa do Jô, ontem, e me deparar dois ídolos de todas as gerações: Julio César 'Uri Geller', o entortador de zagueiros e Adílio.

Os amigos de infância esbanjaram simpatia ao falar do início da carreira juntos no Flamengo e do projeto social que organizam, com a finalidade de integrar sócio-esportivamente crianças de comunidades carentes do Rio de Janeiro: o 'Bom de Bola, Bom na Escola'.

Uri Geller, ainda revelou, no final do primeiro bloco do programa, a história impagável da sua estréia nos profissionais do Mengão, contra o poderoso Juventus, da Itália.

Quem não viu, não pode deixar de conferir! E quem gostar deve assistir aos outros três vídeos com a entrevista completa, para descobrir outros causos curiosos e emocionantes da geração mais vencedora do clube mais querido do Brasil.


















Ainda o Fla

Como um clube com o poder econômico da marca Flamengo pode estar em constantes crises financeiras? (Pergunta retórica)

Desde que passou a ser a fornecedora oficial do material esportivo do rubro-negro, a Olympikus ampliou sua fábrica em nada menos que 820m², comprou 250 novos equipamentos e contratou, acredite caro leitor, 1.080 novos funcionários.

Segundo pesquisas do Data Leo, uma grande rede de lojas de material esportivo vende em cada filial 40 camisas oficiais do Fla por dia. As mesmas lojas vendem em média 6 camisas do Flu, 5 do Vasco e apenas 3 do Botafogo.

Porém, o mais impressionante é a goleada que a Olympikus está dando na Nike, antiga fornecedora do Mengão. Mesmo com o apelo de vestir os jogadores do clube de maior torcida do mundo, a marca norte-americana vendia nas mesmas lojas uma média 20 camisas diariamente.

A maior reclamação dos vendedores, no entanto, não era a pouca procura, mas a lentidão da Nike na reposição de material.

Com tanta expansão, parece que a Olympikus não pretende sofrer/causar o mesmo mal.