domingo, 2 de maio de 2010

domingo, 25 de abril de 2010

MUNDO - Mundo ‘cão’

Ante aos últimos desastres ‘naturais’ que afetaram as populações do Haiti, Chile, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Islândia respectivamente, peço-lhes para refletirem, se solidarizarem e... Seguirem adiante. Na falta de palavras melhores das que já foram escritas convido-lhes a, apesar de tudo, sorrirem!











Sorri

Charles Chaplin – Versão Brasileira: Braguinha

Sorri

Quando a dor te torturar

E a saudade atormentar

Os teus dias tristonhos, vazios

Sorri

Quando tudo terminar

Quando nada mais restar

Do teu sonho encantador

Sorri

Quando o sol perder a luz

E sentires uma cruz

Nos teus ombros cansados, doridos

Sorri

Vai mentindo a tua dor

E ao notar que tu sorris

Todo mundo irá supor

Que és feliz

sábado, 3 de abril de 2010

OBITUÁRIO - Adeus neguim saliente!

Foto: Marcos Tristão

Morre no Rio o menino Diego Frazão, violinista do AfroReggae, que, em outubro do ano passado, emocionou o país com seu choro silencioso no enterro de seu professor Evandro João da Silva, assassinado em um caixa eletrônico, no centro da cidade.

Sem pieguice, estou triste e com nenhuma vontade de escrever sobre o descaso e incompetência dos médicos que levaram uma semana para descobrir que o menino tinha leucemia e, por isso, não puderam salvá-lo.

Na falta de palavras, os deixo com as dele:

Meu nome é Diego Frazão Torquato

Tenho 11 anos

Sou simpático

Sou um nego Saliente

Sou Bonito

Sou brincalhão

Sou de JESUS

Sou um presente para os meus pais

Sou um garoto que todo mundo conhece com o Azul de Parada de Lucas

Reprodução da página pessoal do garoto no Orkut

domingo, 28 de março de 2010

Ctrl C + Ctrl V

Em meu último post prometi voltar aqui para discorrer sobre as diferenças entre querer e ser jornalista. Antes de falar dos incautos que se dizem profissionais – mesmo sem ser remunerados – só por produzirem conteúdo na Internet ou em veículos de menor expressão, lhes trago um escrito jornalístico de verdade.

O que me chamou a atenção no texto que ora reproduzo foi, além das qualidades técnicas, a coragem do autor. É fundamentado, fidedigno à apuração, fiel às fontes, mas opinativo (sim, qual o problema?); formador de opinião, como o bom jornalismo deve ser. Ele é a retranca da excelente reportagem sobre a tunga do petróleo, realizada pelos colegas da ‘ISTO É’, Eliane Lobato, Claudio Sequeira, Wilson Aquino, Francisco Alves Filho e Caio Briso; publicada em 21 de março.

Confiram abaixo:

TODOS CONTRA O CASUÍSMO

O País se mobiliza para impedir que uma lei eleitoreira e inconstitucional que ameaça acabar com o pacto federativo destrua a economia do Rio de Janeiro e Espírito Santo

Por Eliane Lobato

O Rio de Janeiro é um estado famoso por ter belezas naturais estonteantes, o melhor carnaval do mundo e um povo alegre. Mas ele é, também, o maior produtor de petróleo do País — 83% do total de barris extraídos no País saíram da plataforma continental do Rio. Em números, ano passado, dos 711.882.885 barris extraídos, 605.212.891 foram do Rio. Em segundo lugar, numa distância abissal, veio o Espírito Santo, com 35.957.828 barris. Nos últimos dias, porém, o Rio ficou sabendo que tirar petróleo do fundo do mar, por mais complexo que seja, pode ser mais fácil do que enfrentar o casuísmo eleitoral. Uma emenda considerada estapafúrdia acabou sendo aprovada no Congresso dos deputados na quarta-feira 10, por 368 votos a favor, 73 contra e duas abstenções.

A chamada emenda Ibsen jorra aberrações: ao tungar os royalties do Rio, quebra a economia do Estado (pois retira, de uma só tacada, R$ 7 bilhões de sua economia anual), não melhora a vida dos estados e municípios brasileiros que estariam na divisão igualitária dos royalties (porque daria muito pouco para cada um) e rasga a Constituição brasileira, cujo parágrafo 1º do artigo 20 assegura aos estados e municípios “participação nos resultados da exploração de petróleo no respectivo território, plataforma continental ou mar territorial.” A violação do pacto federalista ameaça fazer com que o ano de eleições presidenciais deixe de ser motivo de comemoração democrática para virar uma arruaça eleitoreira.

Se a lei perdeu o valor, imaginem as palavras. Muitos são os ministros e emissários do governo que garantiram ter ouvido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que ele vetaria a emenda inconstitucional, caso o Senado, para onde o projeto foi encaminhado, não o faça antes. Um deles, foi o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que declarou: “Eu não posso falar em nome do Senado. Mas garanto que, se não for derrubada pelo Senado, será vetada pelo presidente.” Mas, em Amam, na Jordânia, onde estava na quinta-feira 18, Lula disse que esse é um “problema do Congresso Nacional” e que “ele que resolva.” O aparente lavo minhas mãos de Lula veio no dia seguinte à passeata ocorrida no Rio de Janeiro e que reuniu, segundo a Polícia Militar,150 mil pessoas — número extraordinário para um dia de chuva forte que castigava a capital na hora da maior manifestação ocorrida depois do Fora Collor, na década de 90. O governador fluminense Sérgio Cabral (PMDB) entendeu a atitude do presidente: “Ele tem razão. Mandou uma mensagem para o Congresso, passou a bola para o Congresso.”

Na verdade, Lula está irritado porque a polêmica vai acabar sobrando para a candidata do PT, a ministra Dilma Rousseff, à sua sucessão. Se o governo apoiar os estados produtores, os não-produtores podem hostilizar a ministra em campanha — e vice versa. “Minha vontade era não votar os royalties este ano, pois sabia que era um ano político e que em ano de eleição todo mundo quer fazer gracinha”, declarou o presidente. Temendo o impacto negativo, o Planalto montou uma estratégia de última hora para tentar apaziguar os ânimos no Congresso e reaver o controle dos projetos que compõe o marco regulatório do pré-sal. A assessores, Lula disse que o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, “cochilou” ao não reagir à inclusão da emenda que “desvirtuou” o projeto de lei original que trata do regime de partilha das áreas que ainda serão licitadas do pré-sal.

“Eu avisei que iríamos propor a emenda. Eles não deram atenção, pois tinham um acordo entre si. Só que faltou combinar com os outros 400 deputados”, alfineta Ibsen Pinheiro. O governador Cabral desmente: “Negociamos à exaustão. Foram criadas quatro comissões especiais para o marco regulatório; a emenda do deputado Ibsen foi debatida e rejeitada numa delas.” A questão anterior a qualquer argumentação é a da violação da Constituição. Essa é a razão que deveria ceifar a Emenda em seu nascedouro: é inconstitucional.

Além de significar um estelionato, a emenda Ibsen, de autoria, também, dos peemedebistas Humberto Souto (MG) e Marcelo Castro (PI), não resiste à argumentação técnica. “Não é invenção do setor de petróleo. A mineração paga royalties, a hidroelétrica paga, no mundo inteiro tem esse conceito de compensação em função dos prejuízos ambientes e sociais, das necessidades de infra-estrutura e da própria atividade que interfere na vida das pessoas”, disse David Zylbersztajn, ex-diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP). “Mexer no que está acordado é a quebra do pacto federativo. Não se discutiu adequadamente o modelo, todo mundo foi em cima do dinheiro”, explicou ele.

E o resultado é um prognóstico de horror para o Rio, e até mesmo para o Brasil se levar em conta que estão sob ameaça a realização das Olimpíadas de 2016 e da Copa de 2014. O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, declarou “que a redução dos royalties pela exploração de petróleo vai deixar o estado do Rio de Janeiro sem condições de fazer as obras necessárias para os Jogos Olímpicos.”

Nos municípios fluminenses, o cenário é de ruína mesmo. Em Macaé — que tem a base da Petrobras ali instalada —, a receita deve cair de R$ 400 milhões para R$ 2 milhões. Campos dos Goytacazes pode perder R$ 800 milhões de royalties, ficando com apenas R$ 100 milhões. Cabo Frio, de R$ 120 milhões passaria para R$ 2 milhões. Angra dos Reis pode ver a receita minguar de R$ 90 milhões para R$ 3 milhões. No estado do Espírito Santo os números são menores, mas muito significativos para a economia. Dos atuais R$ 500 milhões, os capixabas ficariam com apenas R$ 60 milhões.

Tudo isso são números referentes aos poços de extração de petróleo já existentes. A intenção original do governo era criar novas regras para exploração dos campos do pré-sal, o que ainda nem começou a acontecer. O governo não queria mexer nos royalties. Porém, o oportunismo eleitoral criou o impasse que envolve, agora, políticos e sociedade. “O Rio já perdeu muito. Torço para que os legisladores criem uma solução que faça sentido”, disse o empresário Eike Batista. A opinião do oitavo homem mais rico do mundo coincide com a preocupação do padeiro e pescador Serafim Barreto, de São João da Barra, no Norte Fluminense. “Não vou ter para quem vender pão”, disse. De fato, se a arrecadação mensal de sua cidade cair de quase R$ 7 milhões para R$ 2,5 milhões, muita gente ficará desempregada, como talvez ele próprio.

Quem defende a emenda têm pressa para votar. Na quarta-feira 17, os governadores do Ceará, Cid Gomes (PSB) e de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) disseram não abrir mão das regras aprovadas na Câmara, mas se mostraram dispostos a aceitar uma regra de transição para amenizar o impacto nas contas dos estados produtores. Nesse caso, apoiaram a segunda emenda de Ibsen, que foi entregue ao deputado Pedro Simon (PMDB/RS), pela qual a União teria que repassar parte de seus royalties aos estados produtores. O senador Marcelo Crivela (PRB-RJ) disse que a estratégia, agora, “é mostrar aos senadores que não é factível tirar R$ 7 bilhões de um Estado, independentemente de qualquer discussão jurídica da legalidade da emenda Ibsen. A questão não pode ser tratada como coisa de palanque, eleitoreira. Tanto que vamos trabalhar para que o projeto não seja votado antes das eleições.”

Seu colega, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), garantiu que vai levar ao presidente Lula “a proposta da capitalização da Petrobras. Essa, sim, é urgentíssima. E ele poderia tratar da capitalização por MP e retirar a urgência dos projetos da partilha e da Petro-Sal.” Para juristas e especialistas, se a questão chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Emenda será derrubada porque é inconstitucional. O entendimento foi seguido pelo procurador-geral em exercício do Rio de Janeiro, Rodrigo Tostes: “Combater o direito do Estado do Rio sustentando que o petróleo está no mar é juridicamente falso”.

Até então silencioso sobre o tema, o governador de São Paulo, José Serra, criticou a emenda na quarta-feira 17. “Acho uma preocupação correta ter os benefícios do petróleo distribuídos para todo o Brasil, mas acho que o projeto, do jeito que está, arruína o Rio de Janeiro e o Espírito Santo. Portanto, é inaceitável nesses termos”, afirmou. Também o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PMDB) manifestou desagrado com a emenda Ibsen: “De maneira nenhuma pode haver perdas para o Rio de Janeiro e para o Espírito Santo.”

FIM

quinta-feira, 18 de março de 2010

ESPORTE - Tem culpa eu?

Depois do imbróglio com a noiva, quando teria dado bordoadas na moçoila, após um baile funk na Chatuba, o atacante Adriano, se envolveu em mais um escândalo policial: o Imperador comprou uma moto de R$35 mil e colocou no nome da mãe do amigo e chefe do tráfico da Vila Cruzeiro, Mica.

Chamado como testemunha para dar explicações à polícia, o craque (ou crack?), promete prestar esclarecimentos e, em seguida, sair sem falar com a imprensa, a quem o atleta classifica como culpada de seus problemas pessoais, por expô-los na mídia.

Após marcar gol contra o Vasquinho no último final de semana, ele mandou um recado para nós (?) mostrando uma camisa com a mensagem ‘Que Deus perdoe essas pessoas ruins’.

Peraí! Ruim, eu?

Conheço pessoalmente o Adriano e tenho ótima impressão dele no trato pessoal. Contudo, lhe faço esta crítica e protesto, pois senão a relação imprensa-ídolos vira a casa da mãe Joana (se vocês me permitem o trocadilho).

Meu nome não é Johnny tampouco Joana Machado. Sou jornalista, sim, e não personal trainer e namorada de jogador de bola; não freqüento baile funk com bandidos armados; não bato em mulher; e não compro moto para dar de presente para traficante. Portanto, não admito ser acusado de causador dos problemas do ‘Imperador’ ou ter que escutar, ler e repassar os recadinhos dele.

Se parte da mídia morde-assopra admite isso, me excluam do coletivo ‘imprensa’.

Aliás e a propósito: depois de modelo e manequim, todo mundo é personal trainer hoje em dia, hein!

Muita gente diz que é jornalista também. Mas a diferença entre querer e ser é bem grande. Sobre isso eu escrevo em outro post.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Carnaval o ano inteiro?

Sim, a economia brasileira agradece!

Assim que Papai Noel volta ao Pólo Norte, o deus Baco anuncia a sua chegada e no pequeno feriado entre o Natal e a Semana Santa não se fala de outra coisa.

Na verdade eu gosto. Ao contrário dos idiotas da objetividade que vêem no Carnaval uma ode à desorganização e descompromisso ao trabalho; vejo nos dias de reinado de Momo um Brasil de oportunidades.

E não só nesses dois, quatro ou sete (que sejam) dias de folia!

Depois de o Brasil ter aprendido a respeitar o samba e o futebol como atividades lucrativas, muitos estão se dando conta que nós temos um produto que pode gerar recursos não só durante o desfile das escolas de samba ou na Copa do Mundo.

Que produto é esse?

Durante recentes matérias para as revistas nas quais trabalho, ouvi, em um cruzeiro, que as excursões em navios ao Caribe estão saturadas, pois, apesar de lindos e receptivos os países daquela região tem povos que trabalham ‘no automático’, diferente do povo caloroso nos portos brasileiros.

Em entrevista com o Cônsul Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, Dennis Hearn, ele destacou que a razão da escolha da cidade para trabalhar se deu pela simpatia ao povo brasileiro.

Em poucos segundos de contato, Paris Hilton me falou opinião semelhante; que não conhecia o Brasil, mas que voltará nas próximas férias, pois ‘nos’ adorou!

Pode ser batida a sentença de que ‘o melhor do Brasil é o brasileiro’. Mas é verdade!

Caros leitores, nós conseguimos industrializar a alegria! Genial! É esse o produto – genuinamente brasileiro – que me refiro parágrafos acima.

Quem sabe brevemente conseguiremos industrializar e ‘patentear’ o feriado! Não sei se sou o primeiro a perceber isto – creio que não – mas quero ser o arauto desta nova era: a de que os feriados podem ser muuuito mais lucrativos para o país do que a maioria dos setores de indústria e comércio.

Gente, é notória que a vocação comercial do Brasil é turismo e serviços. Portanto, clamo para que o Governo Federal não ‘apadrinhe’ somente a indústria automobilística com generosas reduções de impostos, e crie políticas de incentivo fiscal ao setor turístico, hoteleiro, aeroviário...

Enquanto isto, os idiotas da objetividade podem continuar ranzinzando que o povo só sabe dançar e que o brasileiro é muito preguiçoso.

Vocês ainda acreditam nisso? Então vejam o vídeo abaixo (é rapidinho) e imaginem quanto trabalho dá fazer o maior show da Terra!



Apenas um fragmento do trabalho do Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Tijuca, campeão do mundo de Carnaval.

P.S.: Apesar da captação da imagem não ser boa, depois de 1” 20’ o show fica mais lindo ainda!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

HUMOR - Pense no Haiti, reze pelo A e ti

Este ano o carnaval e os campeonatos regionais de futebol estão perdendo de goleada para as coberturas jornalísticas sobre as vítimas dos terremotos no Haiti e das chuvas recorde em São Paulo...

A Boa notícia é que o 'Big Brother Brasil' também!

Apesar dos índices de audiência do BBB serem considerados insatisfatórios pela Rede Globo – que esperava arrebatar o público com as ‘novidades’ da edição comemorativa de dez anos do programa – ainda há muita gente boa (?) por aí prestigiando o ‘grande estudo sociológico’ (?) que é o BBB.

Como não tenho tempo para teorizar sobre o assunto (?), deixo-lhes com as cri-críticas ilustradas do colega blogueiro Pobre Esponja:

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

MÍDIA - Portugueses de braços abertos sobre a Guanabara

Quem acompanha o blog sabe que o Cri-crítico adora publicidade e ama o Rio de Janeiro. Então, por que não ratificar aqui mais uma homenagem prestada à Cidade Maravilhosa, ao ensejo de mais um aniversário do padroeiro do município?

Desta vez, a idéia veio de além-mar, mais especificamente da direção de marketing e relacionamento da empresa de aviação TAP, Transportes Aéreos Portugueses, que no último dia 20...

Bem, é melhor vocês verem o vídeo e conferirem.

O Cri-crítico recomenda!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010


Ctrl C + Ctrl V

Mais do mesmo de mim mesmo... E Dele, é claro

Desde a minha primitiva experiência como Cri-crítico, ainda no blig, há cerca de cinco anos, e há dois por aqui no blogspot, é a primeira vez que repito um post. Não por falta de assunto ou tampouco pela minha recorrente falta de tempo.

Acontece que um ano após ter publicado o texto abaixo, ainda gosto dele – o que é uma exceção na vida de qualquer redator. Alguns trechos eu escreveria diferente. Contudo, sinto-me à vontade para falar mais do mesmo e dar um Ctrl C + Ctrl V no próprio Cri-crítico, para ratificar minha homenagem a este grande homem.

Como diria Gilberto Gil:

Sebastian, Sebastião, diante de tua imagem tão castigada e tão bela... Penso na tua cidade, peço que olhes por ela...

Ele é carioca: não desiste nunca!

Não sou católico, nem protestante – ou seja, não sou membro tampouco protesto contra a Igreja Católica Apostólica Romana – mas tenho admiração por alguns homens que passaram pela Terra e que, por justaposição, compuseram denominações religiosas.

Assim é com Paulo de Tarso, mais conhecido com São Paulo, ao qual eu admiro pela sua devoção... Ao amor (além de nomear uma das minhas cidades prediletas).

Mas o herói ao qual hoje eu me refiro é Sebastião; um capitão da Guarda Pretoriana do exército romano do imperador Diocleciano, do século II.

Alistou-se com o propósito de consolar o coração dos cristãos, enfraquecido diante das torturas e, por sua conduta branda para com os prisioneiros, foi julgado pelo imperador como traidor e condenado à execução por flechadas (que se tornaram símbolo de sua imagem até os dias atuais).

Porém, Sebastião não desencarnou. Mas dado como morto foi atirado no rio e dias depois encontrado e socorrido por Irene (Santa Irene), que não conseguindo esconder o soldado, o deixou ser recapturado por Diocleciano.

Este, então, ordenou que Sebastião fosse espancado até a morte. Mesmo assim, o ‘santo homem’ resistiu e manteve-se vivo... Sendo assassinado pelo próprio imperador com uma lança.

Sebastião é italiano de nascimento, mas parece brasileiro: não desiste nunca!

Por ser tão semelhante ao nosso povo, é padroeiro de 22 cidades do Brasil:

Três Rios e Araruama, no estado do Rio de Janeiro; Rio Verde, em Goiás; Parauapebas no Pará; Alto Garças, em Mato Grosso; Itambé, Trancoso e Maraú, na Bahia; Monsenhor Tabosa, no Ceará; Alpinópolis, Andradas, Cruzília, Bom Jardim de Minas e São Sebastião do Paraíso, em Minas Gerais; Valinhos, interior de São Paulo; Jataúba e Belo Jardim, em Pernambuco; Xapuri, no Acre; Paranavaí e Sengés, no Paraná; Venâncio Aires, no Rio Grande do Sul e...

A mais bela de todas as cidades que eu conheço das centenas que visitei em mais de uma dúzia de países: São Sebastião do Rio de Janeiro.

Um homem assim merecia mesmo ser o patrono de uma cidade maravilhosa!

Parabéns por tudo e por hoje, 20 de janeiro; dia de São Sebastião!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010


RIO

Rio 50 graus

A onda de calor que está assolando a cidade do Rio não dá trégua à noite. Madrugada dessas, passando pela Avenida Epitácio Pessoa esquina com Vinícius de Morais, avistei o relógio-termômetro marcando 36º! Isto às 2 horas!!!

Às 8h do dia seguinte, quando, de bicicleta, passei pelo mesmo local a temperatura já estava acima dos 30º. Ou seja, aqui na Lagoa, onde normalmente são registradas temperaturas mais amenas, o carioca não tem refresco.

Imaginem em Bangu!

No dia 7 de novembro de 2009, fotografia do jornal 'O Globo' registrava o recorde de altas temperaturas na cidade, apontando a sensação térmica sentida pela pele do carioca exposta à umidade do ar de 46º. (publicada no Cri-crítico de 8 de novembro)

Cerca de dois meses depois, em 11 de janeiro, as lentes do fotógrafo Custódio Coimbra capturaram um novo recorde: nada menos que 49º, anotados no mesmo termômetro, na Central do Brasil.

Duvida?

Confira a foto abaixo!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010





CRI-CRÍTICO SOCIAL

...Ataca outra vez

No final do ano que passou o Cri-crítico tirou alguns dias de folga. Mas, como a vida não pode parar, muita gente boa por aí trabalhou. Trabalhou demais!

Foi o caso do professor de Tênis Alexandre Borges, idealizador e coordenador do Projeto de Tênis na Lagoa, que no dia 13 de dezembro, domingo, realizou uma festa de Natal, na quadra pública da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, em frente ao Clube Monte Líbano.

O evento, destinado às crianças e jovens de 06 a 18 anos, da Cruzada São Sebastião, Rocinha, Vidigal, Cantagalo, Parque da Cidade e Ladeira dos Tabajaras, teve clínica de tênis para iniciantes, animação, lanches e duas participações ilustres: o ídolo do tênis nacional Thomaz Koch e ninguém menos do que Papai Noel.



Como estaria extremamente ocupado nos dias 24 e 25, o bom velhinho passou pela quadra antecipadamente para presentear os mais de 70 meninos e meninas assistidos pelo Projeto, com brinquedos, roupas, tênis, raquetes e etc.

O professor Alexandre Borges ainda organizou outra festa, em uma quadra improvisada no Colégio Santos Anjos, na Cruzada São Sebastião. Onde o tenista Thomaz Koch também fez questão de prestigiar e, ao lado da empresária Eliana Drummond, distribuir os materiais esportivos arrecadados pela loja Pró-Tênis da Barra da Tijuca.


Integração

Há cinco anos buscando patrocínio para massificar o esporte, mas sem quaisquer subsídios de federações, confederações ou do Comitê Olímpico Brasileiro, Borges tem esperança de que a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 motive algum patrocinador público ou privado a investir nos ‘atletas do amanhã’.

Algumas das revelações do PTL disputarão o circuito brasileiro de tênis já em 2010. Até 2016... Não custa sonhar!

Para tanto, o professor não faz distinção de classes. Ele não faz demagogia vedando as aulas de tênis somente às crianças de comunidades carentes. Este Cri-crítico aqui conhece bem o trabalho de Alexandre e já pôde constatar a presença de alunos que moram ‘no asfalto’. Filhos de porteiros de prédios da Lagoa e, até, moradores de classe média podem participar.

O ex-tenista profissional está de ‘raquetes abertas’ para receber qualquer criança. – ‘Minha intenção é divulgar o tênis, é massificar o esporte que eu amo formando tenistas e cidadãos. Não tenho preconceito com os de baixo nem com os de cima’. Pontua Borges.

Interessou-se pelo Projeto de Tênis na Lagoa? Quem quiser conhecer e/ou ajudar, basta entrar em contato através do telefone (21) 9115.2610, e falar com o próprio Alexandre Borges.